Make your own free website on Tripod.com

 

 

 

 

Conheça também a (violeta Perfumada) Clique Aqui

Violeta Africana


Família: Gesneriáceas

Falarmos de violetas (violetas-africanas, ou violetas-do-cabo) não podemos deixar de nos referirmos às Saintpáulias, tão apreciadas pelas suas flores abundantes e coloridas, que são talvez as plantas de interior mais conhecidas. Das mais de vinte espécies integradas neste género, apenas algumas interessam ao jardineiro de plantas de interior, que provavelmente prefere as variedades e híbridos mais modernos e espectaculares.
Todas as saintpáulias têm sistemas radiculares curtos, quer um pequeno caule rematado por uma roseta de folhas, quer um caule rastejante e ramificado com folhas alternas. As folhas da espécie são geralmente redondas ou ovadas, levemente tomentosas, de um verde médio na parte superior, verde-claro na inferior. Os pecíolos são carnudos e verde-claros. Nas plantas adultas, os pedúnculos nascem de todas as axilas das folhas. Cada pedúnculo ramifica-se junto à extremidade, surgindo de cada ramo um pequeno cálice verde-claro que suporta a corola, com cinco lobos. A corola, tubular, não excede em comprimento 0,5cm e os lobos abrem-se tanto que mais parecem cinco pétalas separadas. Embora as flores da espécie original sejam singelas - têm apenas uma camada de pétalas -, algumas das variedades e alguns dos híbridos possuem numerosas camadas de pétalas. As flores apresentam cores variadas, desde o branco a vários tons de azul, roxo, cor-de-rosa e vermelho. No centro da flor notam-se bem umas minúsculas e douradas bolsas de pólen - os estames. Cultivadas em condições apropriadas, estas plantas continuarão a crescer e a florir durante o ano. No entanto, o tamanho das flores e das folhas nem sempre é previsível, já que o aspecto das variedades e dos híbridos depende frequentemente das condições em que os mesmos são cultivados.
Descoberta em 1892 pelo pesquisador e barão alemão Walter Von Saint Paul, nas montanhas do nordeste da Tanzânia, a violeta-africana é hoje uma plantinha muito popular no Brasil. Não é de espantar a quantidade de variedades que encontramos na hora de comprar um vasinho: os inúmeros processos de hibridação, realizados ao longo dos anos, resultaram em 18 espécies com cerca de 6 mil variedades!
Além da popularidade, existem outras características interessantes: as violetas-africanas são fáceis de cultivar e não ocupam muito espaço, podendo colorir e enfeitar qualquer ambiente, desde que sejam atendidas suas necessidades básicas:

O vaso ideal: Embora os vasinhos de plásticos sejam mais charmosos e há quem tenha sucesso até com o cultivo em xaxins, as violetinhas vão bem mesmo em vasos de barro. Eles absorvem o excesso de umidade que pode até apodrecer as raízes da planta.
O plantio correto: Coloque no fundo do vaso um caco de cerâmica ou uma camada de pedriscos para encobrir o furo de drenagem. Encha mais da metade do vaso com a seguinte mistura: 2 partes de terra comum de jardim, 2 partes de terra vegetal e 1 parte de vermiculita (vendida em lojas de produtos para jardinagem). Plante a muda centralizando a raiz e complete com a mistura. A seguir, faça uma rega generosa, até que a água escorra para o pratinho. Aguarde alguns minutos e faça outra rega.
Cuidados com a água: O maior cuidado que se deve ter é evitar molhar as folhas da violeta, pois elas podem até apodrecer com a umidade. Se optar por fazer a rega por baixo, ou seja, colocando água apenas no pratinho, lembre-se de pelo menos uma vez por mês, fazer uma rega por cima para diminuir concentração de sais minerais no solo. Outro cuidado: as violetas detestam água clorada, portanto, para eliminar o cloro, ferva a água e deixe-a esfriar bem antes de usá-la na rega.
Luminosidade adequada: A violeta-africana precisa de muita luminosidade, mas não suporta sol direto. A luz solar filtrada pelo vidro de uma janela, por exemplo, e temperaturas em torno de 25 graus C formam o ambiente ideal para a planta. Se for colocar o vaso no parapeito da janela, uma boa dica para garantir o crescimento simétrico da violeta é ir virando o vaso, semanalmente, obedecendo sempre o mesmo sentido.
Adubação: Existem fertilizantes químicos (com fórmula NPK) específicos para as violetas, encontrados nas lojas especializadas em produtos para jardinagem. É recomendável, porém, variar essa adubação periodicamente, alternando com algum fertilizante orgânico, como farinha de ossos e húmus,para garantir uma floração abundante e sadia.

A violeta da foto, denominada Quimera, é produzida pela Terra Viva, em Holambra (SP).

Obs: Saíba algumas dicas de cuidados com a (Violeta Perfumada e Africana), que também são conhecida como. "Saintpáulias"

 

Clique Aqui